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Faz nova turnê em Portugal e grava no Tom Brasil o seu primeiro DVD/CD, Fernanda Porto ao Vivo, que inclui oito antigos sucessos e onze músicas inéditas. Participa do DVD Casa da Bossa, Homenagem à Tom Jobim, cantando a música Modinha. Giramundo é lançado nos Estados Unidos com excelente repercussão de crítica.
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Lança o CD da trilha sonora do filme Cabra Cega, de Toni Venturi, com participação especial de Chico Buarque, Toni Garrido, Ná Ozzetti e os integrantes da banda Living Colours, Will Calwoun e Doug Wimbish. Recebe prêmios de melhor trilha sonora nos festivais de cinema de Cuiabá, Maringá (II Festival de Cinema) e Belém do Pará (II Festcine). É convidada a participar do trio eletrônico de Daniela Mercury na Bahia. Participa do DVD Um barzinho, um violão (Universal) interpretando Sentado à Beira do Caminho (Roberto e Erasmo Carlos). Giramundo é lançado no Japão.
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Durante a criação da trilha sonora do filme Cabra Cega, conhece Chico Buarque e grava com ele a sua versão eletrônica de Roda Viva. A música integra também um videoclipe e faz sucesso imediato nas rádios. Em dezembro, é lançado seu segundo CD, Giramundo, que leva o nome de uma das faixas (Giramundo, a música, de Fernanda Porto e Lina de Albuquerque). O CD traz participações do baixista e baterista do grupo americano Living Colours e do pianista e arranjador Cesar Camargo Mariano. Em junho, faz a terceira turnê na Europa. Giramundo, o CD, recebe o Prêmio Toshiba (Toshiba Cool Awards) de melhor álbum nacional pela revista Cool Magazine. O CD Fernanda Porto é lançado no Japão.
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As músicas Tudo de Bom (Fernanda Porto/Lina de Albuquerque) e Amor Errado (Fernanda Porto/Edu Ruiz) viram hits nas rádios. A revista Veja destaca Fernanda como a primeira compositora capaz de consagrar o ritmo eletrônico no rádio, além de emplacar cinco hits num CD de estréia. Em fevereiro, ela parte para a primeira turnê na Europa. Em outubro, faz uma segunda turnê para lançar Fernanda Porto na Inglaterra, Suíça, Bélgica, Itália, França, Espanha, Holanda, Alemanha, Áustria e Portugal. É indicada ao Grammy Latino na categoria Best New Artist. Também concorre ao Prêmio Multishow, na categoria Revelação. O videoclipe da música Sambassim vence o VMB da MTV. Entres os discos da categoria world music lançados na Europa, Fernanda Porto obtém o quarto lugar na cotação dos críticos e radialistas europeus que integram o Prêmio WMCE (World Music Charts Europe). É convidada especial de Marina Lima, no DVD Acústico MTV, em que canta com a cantora carioca e faz o arranjo da música Charme do Mundo. A vendagem de Fernanda Porto atinge mais de 120 mil cópias e se torna CD duplo de ouro.
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Após ter sido procurada por várias gravadoras da Europa, lança pela gravadora Trama o seu primeiro CD, intitulado Fernanda Porto. Recebe os prêmios Noite Ilustrada (melhor CD eletrônico) e Qualidade Brasil 2002 (melhor CD nacional).
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Volta a Londres para lançar a música Sambassim junto com o DJ Patife. A música é escolhida para a faixa-título da primeira coletânea brasileira de drum and bass, Brasil EP, lançada pela V Recordings, a principal gravadora do gênero. Junto com os DJs Patife e Marky, faz uma versão eletrônica para a música Só Tinha de Ser com Você que entra na novela Um Anjo Que Caiu do Céu, da Rede Globo. Como já tinha acontecido em Sambassim, a sua voz invade as pistas antes mesmo de registrada no primeiro CD comercial.
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Divulga o demo entre vários DJs, entre eles DJ Patife. Patife faz um remix da música Sambassim (Fernanda Porto/Alba Carvalho) que acaba estourando nas pistas de Londres.
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Finaliza seu primeiro CD demo, um conjunto de canções com roupagem eletrônica, a maioria delas baseada no ritmo drum and bass.
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Viaja para Londres para pesquisar e conhecer de perto a cena drum and bass. Fat Boy Slim é o primeiro a reconhecer em seu trabalho a influência deste ritmo entre algumas das suas principais composições.
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Compõe a trilha sonora do documentário O Velho - A História de Luiz Carlos Prestes, série de episódios para TV-GNT (Globosat). Parte da trilha sonora migra posteriormente para versão de cinema. Conhece o DJ Xerxes de Oliveira (XRS LAND) e tem o primeiro contato com o ritmo drum and bass.
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Compõe a trilha sonora do filme Ruído de Passos, de Denise Gonçalves, baseado em conto de Clarice Lispector.
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Compõe a trilha sonora do filme Vítimas da Vitória, de Berenice Mendes, e recebe o prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Brasília.
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Realiza shows em que mescla repertório próprio com canções do pop brasileiro (Titãs, Cazuza, Rita Lee) e da MPB (Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil).
Participa do projeto Conexão MIDI, no Sesc Consolação, em torno de compositores envolvidos com música e computador. Entre os participantes, Mitar Subotic, o Suba, acaba também se revelando como um dos pioneiros da música eletrônica no Brasil. No mesmo ano, compõe a trilha sonora e canta no filme 1999, de Toni Venturi. O tema original irá integrar mais tarde o seu primeiro CD, Fernanda Porto (2002).
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Compõe a trilha sonora do filme Desterro, de Eduardo Paredes, e recebe o prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema do Maranhão.
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Realiza a sua primeira série de shows no circuito cultural de São Paulo, passando por casas como as extintas Madame Satã e Espaço Off, Centro Cultural São Paulo, Sesc Pompéia e Consolação. Os shows se apóiam em repertório autoral.
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É selecionada para o musical As Bacantes, de José Celso Martinez Corrêa. Passa a dar aulas de canto para o elenco e compõe, junto com o diretor, a segunda parte operística da peça. Contudo, não consegue cumprir as exigências de horários de ensaio, pois canta e toca piano à noite nos hotéis Transamérica e Maksoud Plaza, em São Paulo. Desliga-se do espetáculo.
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Faz o primeiro contato com a linguagem do vídeo ao compor a trilha sonora para Tons, argumento de Lina de Albuquerque baseado em conto de Edgard Allan Poe e apresentado no Festival Videobrasil, em São Paulo.
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Monta a primeira banda de música popular na faculdade. Ao mesmo tempo, prossegue com os estudos de canto lírico. Nas aulas com Leila Farah aprende a desenvolver as potencialidades da voz de soprano ligeiro. Canta várias árias de óperas, como Rigoletto e Verdi, Messias de Handael, Bachianas n. 5 de Villa Lobos. É a única cantora paulista classificada do Concurso Jovens Concertistas, no Rio de Janeiro (Sala Cecília Meirelles).
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É selecionada para o papel principal do musical Amapola, de Reginaldo Faria. Mas para acompanhar o ritmo dos ensaios noturnos sofre resistência familiar e se vê fora da montagem.
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Entra para a Faculdade de Música Santa Marcelina, no curso intitulado Bacharelado em Piano. Mas percebe que o seu interesse pelo piano erudito era parcial e se transfere para o curso de Composição e Regência. A professora de Harmonia e diretora do curso de música, Laura Abraão, decide encaminhá-la para as aulas de H.J. Koellreutter, de quem era assistente. O curso era para os alunos do quarto e não do primeiro ano, mas Koellreutter abre uma exceção para Fernanda. Mas para admiti-la, o maestro alemão a desafia a compor uma música de uma nota só e sem fórmula de compasso. Tem início um processo intenso de experimentação e busca de novas formas de linguagem para a música contemporânea.
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Torna-se tecladista de duas bandas amadoras. Mas depois de mostrar as suas composições, acaba sendo convencida a tornar-se também a cantora do grupo. Aos poucos, começa a assimilar a nova idéia, o que era difícil, pois se sentia extremamente tímida, até mesmo para tocar um instrumento.
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Aos quatorze anos, no primeiro colegial, toma conhecimento da existência da faculdade de música. Mas o teste de aptidão exigia a formação em algum instrumento. Para concluir em apenas dois anos o repertório de oito anos do curso completo de piano, Fernanda pede ajuda a sua vizinha, a pianista Maria Cecília Truffi. Atravessa madrugadas estudando música. Na carteira do colégio Oswald de Andrade, desenha um teclado com giz que permite fazer a leitura de partituras durante as aulas regulares.
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Assiste ao primeiro show de sua vida, em São Paulo, no Ginásio Anhembi, com Elis Regina, João Bosco e Ivan Lins, numa apresentação organizada pela Rádio Jovem Pan. É ali que toma a decisão de ser pianista. Os próximos shows que vai com o pai são de Oscar Peterson, Ella Fitzgerald, Dave Brubeck, Astor Piazzola, Burt Bacarach. Entre os brasileiros, Tom Jobim, Chico Buarque e Gal Costa.
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No ginásio, ganha um festival de composição com um tema para Maria de Nazaré. Dá aulas de flauta doce para os colegas no recreio. Em casa, costuma ouvir a mãe tocar as valsas de Chopin e também pede para assistir as aulas de piano da irmã mais velha, Lucia Leão. Participa da primeira bandinha se revezando no piano, violão e flauta transversal.
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Começa a ganhar instrumentos musicais dos avós paternos e dos seus padrinhos Margot e Cláudio. O primeiro foi o xilofone, depois vieram a sanfoninha, sax de plástico, violão e pequenos instrumentos de percussão.
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No jardim de infância no Colégio Santa Marcelina, em São Paulo, tem as suas primeiras aulas de flauta doce. A curiosidade em relação à música é aguçada depois de escolhida pela professora Nicole para representar a classe numa gravação.
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Em 31 de dezembro de 1965, nasce Maria Fernanda Dutra Clemente, em Serra Negra (SP), cidade onde seus pais Lucia e Adalberto tinham uma casa de veraneio. Nascida aos sete meses, volta para São Paulo aquecida numa caixa de caqui e permanece 28 dias na encubadeira.
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